quinta-feira, 21 de maio de 2009

As Eleições Europeias

Política, acho que é a primeira vez que abordo política aqui no PensarComaLingua. Bom, mas a política decide o nosso futuro e achei que seria boa ideia escrever este texto.

Penso que é para dia 7 de Junho que estão marcadas as Eleições Europeias. Acho que me posso considerar uma pessoa relativamente bem informada. Todos os dias leio, vejo notícias nacionais, regionais e internacionais, desportivas, culturais, etc. O processo, que utilizo, de absorção da actualidade não é muito intenso, esforço-me por não me deixar abalar pelos casos mais mediáticos, aqueles em que se vê claramente que a notícia é maior que o caso, mas também não ando a vasculhar por todas as notícias.
Quero com isto dizer que estou cansado da hipocrisia de partidos políticos e dos meios de comunicação. "Vamos votar X", "Todos os votos são importantes", "Vote", "dia 7 de Junho vá às urnas"... ISTO É UMA VERGONHA!!!
Sempre fui apologista do voto e em 11 anos de eleitor a única vez que não votei foi porque estava longe da minha área de voto e não tinha hipótese de me deslocar a ela e assim poder exercer esse direito, mas o que vemos hoje em dia é a mais pura das vergonhas. Como podem pedir ao eleitor que vote quando tudo o que vemos é meia dúzia de patetas, meia dúzia de espertalhões que julgam estar a enganar as outras pessoas, a discutir "Lopes da Mota", "FreePort", "Gripe A", etc, etc? Andam a brincar ao quê? Aos parvos? Como cidadão a informação mais completa que encontrei foi do MPT numa montra de uma loja!!! Ninguém lança ideias, ninguém se preocupa em mostrar porque é que a sua lista é melhor que as outras, ninguém se dá ao trabalho de explicar a importância deste voto e o que é que ele vai ajudar a definir.
É que na realidade, e eu não gosto de dizer isto, a única coisa que as Eleições Europeias definem é o quanto alguém vai ganhar em Bruxelas ou Estrasburgo ou lá o que é.
Numa altura de crise mundial é vergonhoso ver estes patetas alegres a gastarem o dinheiro dos contribuintes em eleições para nada... Sim, para nada. Porque defender a Europa é uma coisa, acreditar num projecto europeu conjunto é uma coisa e acreditar que estes parvinhos se preocupam com esse projecto é outra.
Não merecem o nosso voto e por isso digo: DIA 7 DE JUNHO NÃO VOU VOTAR e aconselho todos a fazerem o mesmo que eu: passem esse dia com as pessoas que se preocupam convosco, que gostam de vocês e de quem vocês gostam. Não dispensem tempo ou atenção com quem não merece, com quem não quer outra coisa que não ganhar dinheiro à custa dos eleitores, com quem julga que esta é mais uma forma de marcar pontos no campeonato dos partidos, com quem só se preocupa em achar que estas eleições são para mostrar um cartão vermelho ao Sócrates.
NÃO VOU VOTAR e a culpa é de quem anda a brincar com as pessoas. Em Portugal há quase meio milhão de desempregados, fábricas e empresas fecham em catadupa e estes retardados mentais andam a gastar dinheiro em propaganda de nada!! Hoje estamos a cerca de quinze dias das eleições e ninguém se preocupa em explicar a importância deste voto, a necessidade dele e o que vamos garantir com o nosso voto.
NÃO VOU VOTAR E NINGUÉM DEVIA IR PORQUE ESTA CORJA QUE HABITA AS TELEVISÕES E OS JORNAIS NÃO MERECE.
Não acredito que Portugal precise de uma nova revolução, mas precisa de novos políticos, precisa de esquecer um pouco os partidos e virar-se para projectos mais lógicos.
Acabem lá com a patetice que andam a fazer porque Portugal precisa e merece mais e melhor.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Alexandre, o Grande: a entrevista.

Quinta-Feira, 23 de Abril de 2009, 13h20. Rua Afonso de Almeida, em Lagos. Combinei com o Alexandre, o Grande um almoço às 13h00 no restaurante Taste of India.
O raio do macedónio estava atrasado. Não gosto nada de atrasos. Pego no telemóvel e mando-lhe um sms que dizia (exactamente) assim: «Tão pah? Tás atrasado! Não me digas que te esqueceste do almoço que combinamos?»
Passado um minuto recebo a resposta: «N m xkeci nada! Tou kuase ai. Vim só aki faxer 1 favor à minha vizinha do 1 eskerdo, k é velha.»
Tive de ler a sms duas vezes até perceber o que estava lá escrito… esta mania que a malta jovem tem de escrever com “K” e “X” dá me a volta à cabeça.
Às 13h40 lá apareceu o meu convidado.
Passo a transcrever a entrevista que lhe fiz enquanto tomávamos café.

Pensar com a Língua: Então vamos lá começar. O “Grande” que todos dizemos quando nos referimos a ti, vem de onde? Alguma batalha?
Alexandre, o Grande: Sei lá! Foi a minha mãe que começou com isso.
PCL: Então?
AG: Oh, todos eram “Francisquinho”, “Joãozinho”, “Aninha” ou qualquer coisa assim. Então a minha mãe começou a chamar-me “O Grande”.
PCL: Então porque não te chamava “Alexandrão”?
AG: Porque parecia rabicha.
PCL: Bem pensado. Diz-me, estás em Portugal de férias ou a morar?
AG:…
PCL: Percebeste a pergunta, Alexandre?
AG: Uh?
(desde que chegou ao pé de mim que o Alexandre, o Grande não para de mandar SMS no telemóvel)
PCL: Já vi que mandas muitas SMS. És fã das novas tecnologias?
AG: Estou só a combinar umas cenas com uma gaja que conheci no hi5.
PCL: Também andas no hi5? E em que outras redes sociais andas?
AG: Uh? Sabes, tenho o Eminem como amigo. E o 50 Cent também.
PCL: Ainda bem para ti. Escuta, o que é feito do Bucéfalo?
AG: O que é feito do quê?
PCL: Do Bucéfalo.
AG: O que é isso?!?
PCL: É o teu cavalo… é um dado aceite por todos os historiadores que o teu cavalo de batalha se chamava Bucéfalo.
AG: Chamava nada!
PCL: Não? Então qual era o nome dele?
AG: Rosquinhas.
PCL: Rosquinhas?! Porquê?
AG: Porque fazia cocó às rosquinhas.
PCL: Eh pá! Que porcaria! Então mas de onde vem o nome Bucéfalo? Não sabes?
AG: Sei lá!
PCL: Tiveste como teu professor o Aristóteles, certo? Como era ela como professor?
AG: Era fraquinho. Caía sempre na mesma. Mandava-me TPC’s e eu nunca fazia porque ia brincar aos médicos com outros meninos. Então no dia seguinte eu dizia-lhe sempre: “O Rosquinhas comeu o meu caderno”. E ele, feito burro, acreditava sempre.
PCL: Ah… está certo. Então, mas ias brincar aos médicos com os outros meninos? Queres dizer meninas?
AG: Sim, sim. Enganei-me.
PCL: Isto é um assunto muito delicado, mas fala-se muito acerca da tua sexualidade…
AG: Fala-se? Mas olha que sou mesmo um menino! Queres ir comigo à casa-de-banho?
PCL: Não! Eu acredito em ti.
AG: Se me visses fazer xixi em pé logo vias. Sou homem e bem homem! Faço um belo xixi em pé, sem me desequilibrar nem nada.
PCL: Derrotaste Dário III em batalha. Queres falar um bocadinho desse teu grande feito?
AG: Não.
PCL: Então queres falar de quê?
AG: Olha, tenho de ir andando. O Fernando já me deu uns toques e vamos dar uma volta.
PCL: Ok… pronto. Tu e esse Fernando são bons amigos?
AG: Fernanda. Eu disse Fernanda! Não é Fernando! Eu não sou maricas!
PCL: Ok, vai lá.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Alexandre, o Grande: um amigo que reencontrei.

Ora, recentemente fui andar de bicicleta e ao chegar à Ponta da Piedade (Lagos) vi uma figura que me parecia familiar. Aproximo-me e pergunto:
«Desculpe, mas não nos conhecemos de algum lado? A sua cara é muito familiar…»
Prontamente o estranho responde-me:
«Frederico? Ah! Não te via há muito tempo! Claro que nos conhecemos! Sou o Alexandre, o Grande, pah! Então! Conhecemo-nos naquele livro que uma vez abriste para ver as imagens enquanto esperavas que a tua namorada acabasse de estudar! Não te lembras?»
Fiquei surpreendido! Não esperava nada encontrá-lo ali e, principalmente, não esperava nada encontrá-lo de bicicleta (da última vez que o vi ele estava montado num cavalo).
Palavra puxa palavra e acabamos por combinar ir jogar uma partidinha de snooker.
Nunca fui grande espingarda a snooker, por isso foi normal o desfecho da partida: levei uma abada que «fez chorar as pedras da calçada».
Finda a partida, lembrei-me de perguntar: «Olha lá Alexandre, tu por acaso estás disponível para que te entreviste para o meu blog?»
Surpreendi-me pela resposta: «Claro pah! Sabes que para ti estou sempre disponível! Ainda te devo uma!»
Não me lembrava de alguma vez ter-lhe feito algum favor, por isso perguntei-lhe: «Deves-me uma? Porquê?»
«Porque tu apagaste aquele bigode que alguém me tinha feito. Não te lembras? Foi num livro da Biblioteca Nacional, colecção História Universal, Volume 8, página 231! Um gajo qualquer lembrou-se a desenhar-me um bigode e uns óculos no meu cavalo! E tu apagaste…»
«Ah! Claro, já me lembro» - respondi eu.
E pronto. Combinamos a entrevista que muito em breve será publicada aqui neste blogue!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Creep

17 anos sempre em cima. Creep foi lançada pelos Radiohead em 1992 e ainda hoje é uma canção fantástica.

When you were here before
Couldnt look you in the eye
You're just like an angel
Your skin makes me cry
You float like a feather
In a beautiful world
And I wish I was special
You're so fuckin' special

But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here.

I don't care if it hurts
I want to have control
I want a perfect body
I want a perfect soul
I want you to notice
When I'm not around
Youre so fuckin' special
I wish I was special

But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here.

She's running out again,
She's running out
She's run run run running out...

Whatever makes you happy
Whatever you want
You're so fuckin' special
I wish I was special...

But I'm a creep, I'm a weirdo,
What the hell am I doing here?
I don't belong here.
I don't belong here.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

1 espelho partido + x = 7 anos de azar

Estou quase a fazer sete anos de namoro, é já daqui a uns dias. Quer-me parecer que o namoro está a acabar. É que também está a fazer sete anos que parti um espelho na minha casa de banho.













Nota: Tinha que fazer esta piada... mas, felizmente, o meu namoro não está a acabar.

sábado, 4 de abril de 2009

O dia mais feliz do mundo vai ser quando eu conseguir ser Ditador de Portugal

A culpa é toda de uns quantos gananciosos.
Logo viam. Quando um dia eu for ditador de Portugal é assim que vai ser:
* Todas as empresas são obrigadas a afixar em lugar público o rendimento de cada ano. Quando as empresas ganhem mais que um valor a determinar, essa diferença vai directamente para os cofres do Estado;
* Quem for apanhado a conduzir com mais de 1,2 gramas de álcool/litro de sangue, fica sem carta 18 meses e tem que pagar uma multa de 3000€ (dinheiro que vai directamente para uma associação de apoio a doentes/crianças/idosos/sem abrigo) ou é obrigada a fazer trabalho comunitário durante 365 horas;
* Vão ser criadas escolas comunitárias (credíveis) em que quem leccionar não recebe um cêntimo, mas tem regalias a nível de pagamentos de impostos;
* O ministério da defesa passa a tomar conta das polícias;
* Quem trabalha para o Estado/Autarquias não pode ter mais trabalho nenhum: as contas dessas pessoas passam a ser vigiadas;
* O dinheiro que o Estado ganha passa a ser utilizado a favor dos portugueses;
* Os militares passam a vigiar as florestas;
* Quem vier para Portugal (de fora da UE) sem dinheiro, não pode cá ficar;
* As penas de prisão passam a ser acumuláveis;
* Quem cuspir ou jogar lixo para o chão paga uma multa de 10€ - dinheiro vai automaticamente para escolas/orfanatos;
* Quem maltrate o conjugue é obrigado a pedir desculpas de joelhos uma vez por semana: se reincidir vai preso;
* O futebol passa a ser transmitido em sinal aberto;
* Os militares passam a ter, também, treino para Bombeiros -caso necessária a sua actuação em combate aos fogos;
* Cada construção que passe os prazos dados pelos municípios, paga multa diária;
* O preço da água, electricidade e gás passa a ser regulado pela UE, analisando o salário médio, a inflação, as características de cada lugar, etc.;
* Quem tiver menos de 400€/mês de rendimentos não paga: passe social, medicamentos, material escolar;
* Todo o excedente agrícola é enviado, em aviões da F.A., para países em que faça falta;
* Empresas com rendimentos iguais aos do ano anterior não podem despedir;
(...)
É que há por aí muita empresa que aproveita a desculpa da "crise" para fazer despedimentos, enquanto os gestores dessas empresas continuam a ganhar o mesmo (ou mais) balúrdio de sempre! Essa gente é toda uma escumalha e merecem ser deportados para uma ilha deserta.

Nota: devem ter reparado que a maioria das coisas que disse aqui já são leis/regras que estão previstas em Portugal. Digo previstas porque ninguém lhes liga.

terça-feira, 31 de março de 2009

Let it be me - 1964

Let it be me, The Everly Brothers (1964)