quinta-feira, 12 de março de 2009

Gafanhotos (Remix)

Tipo já vos aconteceu com certeza, irem no campo tipo para lutar ou irem pro monte pensar e depois vem um gajo tipo um ninja preto (um ninja vestido de preto!) dos maus a sério ou um dos vietnamitas e vocês tipo ao andarem a porrada perdem os vossos mantimentos. Hoje decidi ajudar-vos a preparar uma refeição simples e nutritiva para quando estes pequenos problemas acontecem.
Gafanhotos à Ninja Americano.

Ingredientes:

Buéda água
1 árvore de cortiça, tipo um sobreiro
Buéda gafanhotos
Erva azeda a gosto
1 coelho
2 pinhões
2 escaravelhos
6 lagartichas
2 pedras

Preparação:

Pegar na árvore e tirar um raminho, afiar para fazer uma lança.
Caçar um coelho tirar-lhe a pele e fazer um casaco para não termos frio. Utilizar a carne do coelho para atrair os gafanhotos e as lagartichas.
Tirar a cortiça e fazer um prato. Juntar os gafanhotos, os escaravelhos, as lagartichas, os pinhões e a erva azeda no prato e mexer.
Bater as 2 pedras e fazer fogo.
Pronto estamos prontos a comer e a beber a águinha!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Mais do que palavras

Foi em 1990 que os Extreme lançaram o album Pornograffitti, um monte de músicas Rock que na altura que os descobri (1994) pouco me interessaram. No entanto, ouve uma música dessas 13 que desde 1994 até hoje nunca deixei de gostar. Chamem-me maricas, rabicha, parvinho, sem gosto... qualquer coisa. A verdade é que considero "More than Words" uma linda balada hoje, como o achava à 15 anos atrás (xiii 15 anos)

Ah! O guitarrista desta banda é o português Nuno Bettencourt!

terça-feira, 10 de março de 2009

As cabrinhas

A provar que este blog é totalmente aleatório, aqui vai uma música que é muito gira e profunda.

domingo, 8 de março de 2009

Surrealismo


«Tamanha é a crença na vida, no que a vida tem de mais precário, bem entendido, a vida real, que afinal esta crença se perde. O homem, esse sonhador definitivo, cada dia mais desgostoso com seu destino, a custo repara nos objectos de seu uso habitual, e que lhe vieram por sua displicência, ou quase sempre por seu esforço, pois ele aceitou trabalhar, ou pelo menos, não lhe repugnou tomar sua decisão (o que ele chama decisão!). Bem modesto é agora o seu quinhão: sabe as mulheres que possuiu, as ridículas aventuras em que se meteu; sua riqueza ou sua pobreza para ele não valem nada, quanto a isso, continua recém-nascido, e quanto à aprovação de sua consciência moral, admito que lhe é indiferente. SE conservar alguma lucidez, não poderá senão recordar-se de sua infância, que lhe parecerá repleta de encantos, por mais massacrada que tenha sido com o desvelo dos ensinantes. Aí, a ausência de qualquer rigorismo conhecido lhe dá a perspectiva de levar diversas vidas ao mesmo tempo; ele se agarra a essa ilusão; só quer conhecer a facilidade momentânea, extrema, de todas as coisas. Todas as manhãs, crianças saem de casa sem inquietação. Está tudo perto, as piores condições materiais são excelentes. Os bosques são claros ou escuros, nunca se vai dormir.

Mas é verdade que não se pode ir tão longe, não é uma questão de distância apenas. Acumulam-se as ameaças, desiste-se, abandona-se uma parte da posição a conquistar. Esta imaginação que não admitia limites, agora só se lhe permite atuar segundo as leis de uma utilidade arbitrária; ela é incapaz de assumir por muito tempo esse papel inferior, e quando chega ao vigésimo ano prefere, em geral, abandonar o homem ao seu destino sem luz

O Manifesto Surrealista, André Breton, 1924

sábado, 7 de março de 2009

Rage Against the Machine - Testify



O filme passou sobre mim.
O glamour me dominou.
O tablóide me desamarra.
Eu estou vazio, por favor me encha.
Senhor repórter me assegure
De que Baghdad está queimando.
Sua voz é tão acalmante.
Aquele malicioso mantra de matança.
Eu preciso de você minha testemunha,
Para vestir isso bem e pálido,
Para me entorpecer e me purificar agora,
De pensamentos para te culpar.
Sim, o carro é nossa cadeira de rodas.
Minha testemunha, você está tossindo,
O silêncio pegajoso zomba o aleijado
Que viaja agora em um caixão.
Na esquina
A insônia do júri
Nós achamos sua fraqueza
E está ali do outro lado de nossa porta.
Agora testemunhe!

Agora testemunhe!
Está ali do outro lado de nossa porta!
Agora testemunhe!
Sim testemunhe!
Está ali do outro lado de nossa porta!

Com precisão você me alimenta.
Minha testemunha, eu estou com fome.
Seu templo me acalma.
Então eu posso continuar
Minha escravidão faz minha pele e meus ossos suarem.
Numa cama de fogo eu me sufoco com a fumaça que enche minha
casa.
A bola quebrada corre,
Testemunhando sua vergonha,
O encanamento está jorrando.
Enquanto aqui nós mentimos em tumbas,
Enquanto nas esquinas
O juri está sem dormir
Nós achamos sua fraqueza
E está ali do outro lado de sua porta.
Agora testemunhe!
Sim testemunhe!
Está ali do outro lado da nossa porta!
Agora testemunhe!
Agora testemunhe!
Está ali do outro lado da nossa porta!

Covas em massa pela bomba (de gasolina, se refere ao petróleo) e o preço já está acertado!
Covas em massa pela bomba e o preço já está acertado!
Covas em massa pela bomba e o preço já está acertado!
Covas em massa pela bomba e o preço já está acertado!

Quem controla o passado agora controla o futuro...
Quem controla o presente agora controla o passado!
Quem controla o passado agora controla o futuro...
Quem controla o presente agora?

Agora testemunhe!
Testemunhe!
Está ali do outro lado da nossa porta
Agora testemunhe!
Testemunhe!
Está ali do outro lado da nossa porta!

quinta-feira, 5 de março de 2009

O anjo do lar

Há dias em que só me apetece partir coisas e bater em alguém. Parece que misturei excesso de energia e irritação.
Acho que a tentativa de controle e a falta de liberdade me enervam especialmente. Irónico, não é? Já que sempre fui algo controlador em alguns aspectos... felizmente não em todos.
Às vezes leio alguns em blogues, alguns textos de pessoas que falam de uma maneira incompreensível e isso chateia-me. Acho que se reler este texto me vou chatear. Talvez até, apenas esteja a escreve-lo pelo prazer de carregar nos botões. Agora que penso, gosto muito de carregar em botões. Quanto mais depressa melhor.
Costumo jogar um jogo de trivial no IRC e já cheguei a conseguir ler a pergunta e responde-la em 2.1 segundos, claro que a resposta era muito curta, mas também já li e respondi em 3.4 segundos, respostas como "Françoise Hardy", "António Lobo Antunes" ou "John Frankenheimer". Há quem o faça um pouco mais rápido, mas não é nada mau.
É nesta altura que a seguinte imagem se adequa perfeitamente.































Esta pintura é de Max Ernst e chama-se, no original, L'Angel du foyer ou le triomphe du Surrealisme (1937).
Os Killers (banda britânica) dizem, numa das suas músicas, que "Agressively we all defend the role we play", ou seja, dizem que todos defendemos, agressivamente, o nosso papel, a nossa posição.
Talvez esteja aí parte da minha vontade de querer dar azo à minha energia.
Chateia-me a desconsideração, irrita-me profundamente quem julga que pode ser tão importante que a outra pessoa deva rodar à sua volta - e assim lhe corta as asas e corta a liberdade.

Nota importante - há pessoas que são tão importantes que devemos viver à sua roda, no entanto deve partir de nós essa vontade e não nos deve ser forçada.

terça-feira, 3 de março de 2009

Atenção - eu é que inventei esta piada dos cds virgens.

Antes de alguém me copiar, aviso já que inventei esta piada que a seguir irei dizer. Inventei-a no passado domingo, 1 de Março de 2009, de noite, quando vi o anúncio em causa. Por isso se a ouvirem em qualquer lado, reivindico já que fui eu quem a inventou. Isto para não acontecer como aconteceu com as sopas do McDonald's, os ninjas do Bruno Aleixo e outras que tal.
Ah! Também fui eu que inventei os cereais com leite em cafés.

Aqui vai...
No outro dia vi que os Santos e Pecadores vão lançar um cd com as melhores músicas da sua carreira. É um bom cd, de boa marca e vem virgem - pronto a usar para qualquer gravação que queiram fazer em casa.